Pouca polêmica na última semana do Legislativo


Com poucos projetos polêmicos em pauta, a provável última semana de sessões ordinárias na Câmara Municipal de Londrina não deve ter muitos debates, mas, o volume de trabalhos será intenso - apenas na terça-feira 40 matérias devem ser discutidas. 

O presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), acredita que não será necessário convocar sessões extraordinárias, porém, disse ele, isso vai depender da quantidade de projetos que o prefeito Gerson Araújo (PSDB) encaminhar em regime de urgência. 

A pressa na aprovação de projetos leva à necessidade de cautela com possíveis ''cavalos de troia'', artigos inseridos em leis com conteúdo totalmente diferente da norma original. ''Nossa orientação é que os vereadores leiam com atenção os projetos, que tenhamos certeza do que vamos votar e um cuidado especial com emendas que podem criar os cavalos de troia'', disse Rony. ''Temos que trabalhar com seriedade.'' 

Nestas duas últimas sessões os vereadores devem ''limpar'' a pauta, ou seja, discutir todos os projetos apresentados neste ano. Caso não haja tempo, eles serão retirados de pauta definitivamente e vão para o arquivo. ''O vereador reeleito poderá apresentar novamente a matéria na próxima legislatura. Os projetos dos não eleitos somente serão apresentados se algum vereador se interessar por eles e, então, apresentar a proposta em nome próprio'', esclareceu o presidente, que ainda não tem o número de quantos projetos tramitam hoje na Câmara. 

Entre as propostas mais polêmicas, Rony citou a alteração de zoneamento para a instalação da empresa Log Logística e uma proposta semelhante, de sua autoria, porém, que beneficiaria a rede supermercadista Angeloni, que pretende instalar uma segunda loja em Londrina, na Avenida Madre Leônia. ''Serão gerados mais de 600 empregos e há vários anos o empresário espera por adaptações na questão das medidas mitigadoras para efetivar o negócio'', afirmou. ''Se o projeto não for aprovado nestas sessões, o empresário terá que esperar quase três meses para a matéria ser aprovada.'' 

Nesta terça-feira também deve ser votado, em segunda discussão, projeto do Executivo que cria o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. Gerson Araújo, atendendo pedido do Observatório de Gestão Pública e de movimentos ligados ao combate à corrupção, pediu urgência na aprovação da matéria. Na última quinta-feira, o projeto foi aprovado com apenas 10 votos favoráveis. Antenor Ribeiro (PSC), Jacks Dias (PT), Joel Garcia (sem partido), Roberto da Farmácia (PTC), Rodrigo Gouvêa (PTC) e Padre Roque (PR), o único reeleito entre os seis, votaram contra o projeto. Marcelo Belinati (PP), Rony e Eloir Valença (PHS) não estavam no plenário. 

Ainda, segundo o vereador, devem ser votados vários projetos do Executivo para abertura de créditos especiais e remanejamento do orçamento. ''Mas podem vir outras matérias em regime de urgência.''

Fonte: Folha de Londrina